Resenha: Filhos do Éden - Anjos da Morte, Eduardo Spohr

Título: Anjos da Morte #2
Série: Filhos do Éden
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Ano: 2013
Páginas: 586
Classificação: 5/5
Sinopse: Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observam em silêncio o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele as armas modernas, a poluição das industrias, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.

Isolados no paraíso, incapazes agora de enxergar o planeta, esses anjos solicitaram a ajuda dos “exilados”, celestiais pacíficos, que havia anos atuavam na terra. Sua tarefa, a partir de então, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, os movimentos de tropas, e depois relatá-las a seus superiores alados.

Sob o disfarce de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as praias da Normandia aos campos de extermínio nazistas, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, foi isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
Repleto de batalhas épicas, magia negra e personagens fantásticos, Filhos do Éden: Anjos da Morte é também um inquietante relato sobre o nosso tempo, uma crítica à corrupção dos governantes, aos massacres e extremismos, um alerta para o que nos tornamos e para o que ainda podemos nos tornar.
 Essa resenha NÃO contém spoilers do primeiro volume da série.

Em si, o livro nos leva de volta ao século XX, durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse segundo livro da série Filhos do Éden, conhecemos mais afundo a história de Denyel, um dos anjos da morte.
Os anjos da morte foram enviados à terra pelo malakins, para participar das guerras terrenas a fim de poder estudá-las. Esses celestes tem de se passar por seres humanos e participar de todas as guerras terrenas, e assim acompanhar todo o movimento e evolução da humanidade. A presença deles não pode interferir no rumo das guerras, eles, então, não podem usar os seus poderes celestes, nem matar os humanos (a menos que a sua vida esteja em perigo, e a morte é a única maneira de evitar esse fato). 
Denyel participa das guerras, e assiste todas as atrocidades por elas causadas. A serviço de seu arconte, Sólon, ele comete ações proibidas aos celestes, e corrompe os ideais de sua casta. Mas os acontecimentos durante as guerras não são todos ruins. Denyel se humaniza, começa a ter sentimentos humanos como amor, ódio, raiva, tristeza, etc., e também se entrega a alguns vícios humanos, como o alcoolismo.
Mesmo com enfoque principal da estória voltado para Denyel, acompanhamos também, paralelamente, a missão de Kaira e seus companheiros, onde encontramos um pequeno fiapo do final do segundo livro.
Mas como o enfoque principal é Denyel, é com ele que encontramos as partes mais emocionantes da estória. O relato das guerras, que é feito detalhadamente, emociona e causa espanto ao mesmo tempo. O autor se preocupou em esmigalhar todas as cenas, deixando-as todas muito bem descritas. Conseguimos facilmente imaginar os locais em que a estória se passa. Há também uma preocupação, por parte de Spohr, em descrever alguns detalhes históricos, como a evolução tecnológica, os pensamentos da época, e mesmo as músicas do momento. Toda a estória é acompanhada de mapas, para que possamos nos situar.
Além dos personagens antigos, nos deparamos com alguns novos e de suma importância no decorrer da estória. A leitura vale muito a pena. Spohr apresenta fatos históricos misturados com suspense, misticismo, aventura, etc., de uma forma que nos instiga a não parar a leitura até terminá-la.

★★★★

Eduardo



3 comentários

  1. Oi Eduardo, que resenha legal, nunca li nada do autor, mas só escuto falar bem. Valeu a dica. Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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    1. Oi Mi, que bom que gostou da resenha. Pra falar a verdade, quando li o primeiro livro há alguns anos atrás, eu nem o conhecia. Este é o terceiro livro que eu leio dele, e a cada volume me surpreendo cada vez mais. Vale muito a pena lê-lo. Beijos, Edu.

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